TEORIA DA FLEXIBILIDADE COGNITIVA APLICADA À PRODUÇÃO DE HIPERMÍDIAS e à EAD

TEORIA DA FLEXIBILIDADE COGNITIVA APLICADA À PRODUÇÃO DE HIPERMÍDIAS e à EAD

Alguns detalhes da produção de um material em hipermídia para EaD esbarram em barreiras que um referencial adequado poderia solucionar. Rand Spiro propôs uma adaptação da teoria da flexibilidade cognitiva e a potencializou para a produção de hipermídias. Mesmo não tendo sido trabalhada para a produção de materiais para EaD, vemos em alguns princípios da teoria um grande potencial para ser aplicado para a modalidade.

A estruturação de um material pode ser feita de várias formas. E orientando-se pode diferentes princípios, inspirados ou derivados de diferentes teorias. Quando temos uma intenção didática, uma falta de sistematização na produção pode gerar problemas na hora da aplicação do material em sala de aula e mais problemas ainda em um AVA. Uma ferramenta que temos é a Teoria da Flexibilidade Cognitiva, onde a flexibilidade cognitiva é, segundo a professora Ana Amélia de Carvalho (2000), a capacidade que o sujeito tem de, perante uma situação nova (ou problema), reestruturar o conhecimento para resolver a situação (ou o problema) em causa. A teoria que foi proposta por Rand Spiro em 1990, e foi potencializada e sistematizada para a produção de hipermídias. A teoria tem 7 princípios básicos:

“O primeiro, um princípio geral, salienta a necessidade de (1) demonstrar a complexidade e a irregularidade, evidenciando situações que parecem semelhantes e que quando analisadas se revelam diferentes (Spiro et al., 1988). Os outros princípios, decorrentes do primeiro, apelam a (2) utilizar múltiplas representações do conhecimento, perspectivando-o em diferentes contextos; (3) centrar o estudo no caso; (4) dar ênfase ao conhecimento aplicado a situações concretas em vez de conhecimento abstrato; (5) proporcionar a construção de esquemas flexíveis através da apresentação de situações a que determinados conceitos se aplicam; (6) evidenciar múltiplas conexões entre conceitos e mini-casos (travessias temáticas), evitando compartimentar o conhecimento e, por fim, (7) é mencionada a participação ativa do aprendente no documento, através da orientação especializada presente nos Comentários Temáticos que, redigidos por especialistas no assunto, proporcionam uma visão multifacetada e profunda do caso em estudo.” (Carvalho 2000)

O segundo, o sexto e o sétimo princípio mostram-se muito interessantes para a estruturação dos materiais para a EaD. Para o design instrucional a teoria possui uma sistematização da construção da hipermídia segmentando o hipermídia em casos e mini casos e identificando os temas em matrizes, possibilitando a estruturação dos casos a serem colocados na hipermídia, gerando uma conexão entre os casos (facilitando assim as travessias temáticas) e evitando de se colocar casos sem nenhuma conexão entre eles. A professora Flávia Rezende chegou a trabalhar com a teoria, a hipermídia “Biomec”, ressaltando o potencial da teoria para se trabalhar temas interdisciplinares.

Germano Viegas

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Uma resposta para TEORIA DA FLEXIBILIDADE COGNITIVA APLICADA À PRODUÇÃO DE HIPERMÍDIAS e à EAD

  1. Obrigada pelo envio Germano! Pois, estes referênciais contribuirão com minhas pesquisas!

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